Roteiros de rafting da Tuareg

 

A Tuareg realiza atividades de Rafting em 5 rios de corredeiras nos Estados Rio de Janeiro e Minas Gerais, sendo o principal roteiro o Rafting Paraibuna (Três Rios/RJ), onde está localizada a Base Tuareg.

Os outros roteiros são realizados durante a Temporada de Verão (novembro a março), em atividades agendas em nossa Programação, quando os rios atigem um volume de água ideal para a prática das atividades.

 

Paraibuna / RJ

O primeiro roteiro de Rafting do Brasil, com cerca de 20 km de percuro, aproximadamente 3 horas de duração, passando por longas corredeiras, com grandes ondas e muitos refluxos, de classe III / IV de dificuldade.

 

Mambucaba / RJ

Localizado entre Parati e Angra dos Reis, é um rio de águas transparentes, muito técnico e pedregoso, com médio volume de água e rápida corrente. Possui um percurso de desnível acentuado que corta as montanhas Serra do Mar, em uma longa e emocionante seqüência de quedas e corredeiras.

 

Peixe / MG

Próximo a base de apoio da Tuareg, em Três Rios, é um dos principais afluentes do Paraibuna. Rio de médio volume de água, que mistura em seu percurso de 00 km, corredeiras longas e técnicas e grandes quedas de classe III / IV de dificuldade.

 

Piraí / RJ

De pequeno volume de água, é um rio extremamente bonito e divertido, que atravessa um grande vale na Serra do Mar. Possui dois percursos um com 12 e o outro com 18 km, com dezenas pequenas quedas e corredeiras muitos técnicas de classes II/III+ de dificuldade.

 

Preto (Visconde de Mauá) / RJ

Um percurso rápido mais desafiador !!!  Os 10 km do rafting no rio Preto começa na Vila de Visconde de Mauá e segue pelo extreito Cânion Froteira, passando por diversas quedas e corredeiras de classe III / IV de dificuldade.

Nossa história

 

A Tuareg Rafting & Expedições começou as suas operações comerciais de rafting em 1996, com suas primeiras atividades realizadas no rio Paraibuna em Três Rios/RJ.

Entre setembro e novembro/1996, realiza a exploração das corredeiras dos rios Piraí e Santana em Rio Claro/RJ e do Mambucaba em Angra dos Reis, onde começou em janeiro de 1997, com uma pequena equipe, a operação de rafting para o Hotel do Bosque.

Ainda em 1997, inicia também as atividades turísticas do rio Piraí, onde em Lídice/RJ, treina condutores da região e do Rio de Janeiro, aumentando a equipe de trabalho. 

A partir de julho de 1998, após realizar a exploração e o treinamento do seu percurso de corredeiras, a Tuareg inicia a operação turística do rio Ribeirão das Lajes, onde devido as suas características, inicia a implantação de uma base de apoio operacional no Posto Marina.

No Carnaval de 1999, nossa equipe explora os percursos do Rio Preto, em Santa Rita de Jacutinga e em Visconde de Mauá. Trecho no qual iria realizar diversas temporadas de rafting (de 2000 a 2004), sempre neste período, quando o rio tem um volume ideal para a descida turística das corredeiras.

Entre 1998 a 2001, o rafting no Ribeirão das Lajes utilizava o Posto Marina - as margens da rodovia Presidente Dutra como base Operacional. No final de 2001, a Tuareg aumenta o percurso de seu roteiro em alguns quilômetros e corredeiras mudando, a sua base para a Fazenda Terra Verde em Ponte Coberta.

No período entre 1998 e 2011, a Tuareg se estabeleceu no Ribeirão das Lajes, organizando sua base operacional, e transformando este roteiro em sua principal atividade de Turismo de Aventura. Em maio de 2011, a construção da Pequena Central Hidrelétrica de Paracambi acabou com esta atividade turística, transformando o seu percurso no lago do seu reservatório.

Em meados de 2011, a Tuareg Rafting & Expedições retoma as suas operações onde a sua história começou - no Rafting no rio Paraibuna (Três Rios/RJ), inaugurando sua nova base operacional e iniciando uma nova fase nas suas atividades Turísticas.

Classificação dos rios

 

Saber “ler” um rio é identificar os vários elementos que, juntos ou separados, colaboram para a sua formação e de suas corredeiras. s de resgate e principalmente a configuração do seu leito e percurso, fornecem elementos valiosos na análise de Classificação de um rio.

 

Elemento para classificação de corredeiras

A classificação do percurso de corredeiras de um rio é feita através da combinação de diversos elementos - a formação geográfica da região (serra, planalto e etc.), o seu volume de água, o clima da região, a temperatura média da água, a formação geológica e física das rochas, a confirguração do seu leito, a declividade e o traçado do seu percurso, e ainda, seus locais de perigo e resgate. O resultado do cruzamento destas informações é que dá a caracterização geral do rio em níveis de dificuldade.

 

Volume de água X Técnica

Os rios são também divididos por volume de água e pela técnica utilizada em sua descida. Os de maior volume são considerados melhores para o rafting, pois possibilita uma fácil passagem pelas corredeiras, não havendo a necessidade de muita técnica para sua descida. Os rios de volume menor são considerados técnicos, pois, por apresentarem muitas pedras expostas dificultam a passagem, aumentando assim o nível  das manobras para a descida.

 

Classes de dificuldade

Classe I (Fácil) – Fluxo de água em movimento com pequenas ondas, mas é desobstruído e sem dificuldades técnicas. Para iniciantes.

Classe II (Moderada) - Corredeiras diretas e com linhas de descida claras e evidentes, sem necessidade de scout. Pode haver a necessidade de se evitarem ondas , pequenos obstáculos e outras obstruções menores.

Classe III (Difícil) - Corredeiras com ondas moderadas e irregulares, que podem ser difíceis de evitar ou passar. As ondas, refluxos e as dificuldades técnicas são mais severas. Pode haver saltos e grandes obstruções

Classe IV (Muito difícil) – A linha de descida pode não ser facilmente reconhecida. Corredeiras intensas, poderosas mas previsíveis, podendo ser abundantes, as quais podem ter ondas severas, quedas, refluxos e outras obstruções.

Classe V (Especialistas) - Corredeiras extremamente difíceis, com rotas exigentes em precisão e técnica para serem transpostas, muito violentas e geralmente longas. Com refluxos, correntezas e ondas poderosas.

Classe VI (Extremos) - Dificuldades iguais as da classe V, mas em condições extremas de navegabilidade. As corredeiras são normalmente intransponíveis, deve ser descida só por equipes com muita experiência e todas as precauções devem ser tomadas. Risco de acidentes graves e de morte.

Nossos equipamentos

 

A Tuareg utiliza em suas atividades de Rafting, equipamentos próprios e com especificações da International Rafting Federation (IRF) e da Confederação Brasileira de Canoagem. Adequados as diferentes necessidades de segurança de cada roteiro, para o tamanho e volume de água dos rios, e as classes de dificuldades de seus percursos.

Fornecemos um kit de equipamentos obrigatórios - colete salva-vidas e capacete, que devem ser utilizados pelos participantes durante toda a atividade .

Nossa equipe de profissionais e condutores tem a sua disposição um kit resgate, material de primeiros socorros, maca de transporte e equipamentos de comunicação, para caso seja necessário realizar o Plano de Atendimento a Emergência.

Após a realização de cada atividade, todos os equipamentos passam por um processo  de lavagem, higienização e manutenção, sendo sempre vistoriados pela nossa equipe de trabalho.

História do rafting


A Grande expedição

Em 1869, o geógrafo e explorador John Wesley Powel, organizou a descida do rio Colorado, explorando todo o interior do Grand Cânion - EUA. O grupo formado por dez experientes montanhistas, percorreu todo o curso do grande e volumoso rio, descendo através de suas 160 corredeiras.

Eles utilizaram quatro barcos de madeira, equipados com remo central e leme. E por não possuírem equipamentos de segurança e as técnicas necessárias para conduzir estas rígidas embarcações em corredeiras, enfrentaram muitos problemas e perigos fatais.

Com a forte liderança de Powell, os aventureiros superam as várias capotagens dos barcos, a falta de equipamentos apropriados, dezenas de choques em rochas, os consertos das embarcações, as brigas e a separação do grupo, e ainda, o naufrágio de um barco com a perda de muitos equipamentos de medição e suprimentos. Ficando por diversos dias com uma alimentação reduzida a bolacha de farinha. Mas a respeito de todas as adversidades, ao final de quatro meses, o grupo saiu com oito homens vitoriosos do interior do cânion, sendo os primeiros a realizarem essa incrível façanha.

Com o grande sucesso alcançado na imprensa pela expedição, centenas de pessoas de todas as regiões dos Estados Unidos partiam de suas cidades para conhecer o maravilhoso Grand Cânion.
Sem perceber, Powel havia criado um novo tipo de pessoa, o “turista da natureza”, e sua aventura pelas corredeiras do cânion é considerada como o marco inicial na história do rafting mundial.

O primeiro bote inflável

Foi inventado em 1840, pelo oficial do exército americano John Fremont, para a utilização na exploração dos rios da região de Great Plains e Rocky Mountain em Fremont - USA.  Em 1842, este bote em formato quadrado foi a primeira embarcação inflável produzida em série, sendo utilizados pelo exército americano no Platte River - em Wyoming.

A fotografia mais antiga de um bote inflável é o da embarcação utilizada pela Expedição Portuguesa de 1877 à África Central e Meridional. Um bote usado para a exploração dos territórios entre Angola e  Moçambique, estudando as relações entre as bacias hidrográficas dos rios Zaire e Zambezi. Veja a estrutura de madeira para os remos centrais, o posicionamento dos bancos, e o sistema de direção, com um grande leme direcionado por cordas finas.

Rafting - Turismo de Aventura

Em 1896, o rafting surge como esporte, quando ainda em bote de madeira, Nataniel Galloway colocou o primeiro assento virado para frente, o que possibilitou o ao remador encarar as corredeiras olhando-as diretamente. Assim, o condutor do bote passava a escolher o melhor caminho de passagem pelas quedas e corredeiras do rio, ampliando suas técnicas de forma extrema e rápida. Neste período o rafting ainda era uma atividade para poucas pessoas, pois os barcos eram individuais, ou apenas para 2 ou 3 participantes.

Em 1909 foi realizada a primeira viagem de rafting turístico, feita pela Juliu’s Stone Grand Canyon Expedition. Sendo o início de uma atividade que se espalharia gradativamente por todo mundo.

Após a II Guerra Mundial, os botes infláveis utilizados pelo exército para ataques, transposição de rios e salva-vidas (feitos em neoprene), começaram a ser adaptados para a descida de corredeiras. O que proporcionou uma grande evolução para a atividade durante os anos de 1950.

A partir deste momento, o rafting começou a ser mais difundido como atividade turística e esportiva. Pois com melhores botes os infláveis, as empresa aumentaram as capacidades de participantes e de se transportar mais peso e equipamentos. Neste período aconteceu um grande desenvolvimento das empresas de rafting turístico, criando profissionais na atividade, que aos poucos foram melhorando os modelos de barcos, inventando novos equipamentos, aprimorando os materiais e desafiando rios, corredeiras cada vez mais fortes e perigosas.

Em 1980, após a estagnação das décadas de 60 e 70, o rafting passou por mais uma revolução. Quando foi inventado o bote de fundo inflável com sistema rápido de escoamento de água, que aliado a novos materiais de confecção, mais leves e resistentes, novos modelos de botes e o crescimento do número de adeptos, deram ao Rafting um grande impulso como esporte e Turismo de Aventura.

Hoje existem mais de 500 companhias de rafting nos EUA e outras 1000 espalhadas pela Europa, Ásia, África e Oceania. Há também, um grande número de pessoas que possuem o seu bote e que descem rios apenas por hobby e prazer.

Nas Américas Central e do Sul, países como o México, Guatemala, República Dominicana, Venezuela, Equador e Guiana, já possuem dezenas de empresas. Porém, Chile, Argentina, Perú, Brasil e Costa Rica, destacam-se pela grande quantidade de empresas e operadoras de rafting (estima-se mais de 200), e principalmente, por seus belíssimos e fortes rios de corredeiras.
 

As história no Brasil

O rafting no Brasil  começou em 1982, quando aqui chegaram os primeiros botes para a TY-Y Expedições (nossa primeira empresa), que iniciou suas operações com descidas no rio Paraíba do Sul, passando em seguida para o rio Paraibuna (Três Rios/RJ), devido ao seu excelente percurso.

Na década de 1990, foram criadas as principais Operadoras de Rafting do Brasil – Canoar, Ativa, Raft Adventure, Mata Dentro e a Tuareg Rafting e Expedições. Hoje existem mais de 40 delas distribuídas em vários estados – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Espírito Santo.  Tornando o que começou como aventura e amadorismo em uma atividade turística muito forte e profissional.

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